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Se o seu negócio trata dados de saúde, as regras que se aplicam a si são mais exigentes

Há uma categoria de informação que a lei protege de forma especial: os dados de saúde. E há muito mais negócios a tratá-los do que aqueles que se reconhecem como tal.

Uma clínica sabe que trata dados de saúde. Mas um lar que gere a medicação dos residentes, uma farmácia que cruza receituário com o cartão de cliente, um centro de imagiologia com milhares de exames — todos tratam dados de saúde, muitas vezes sem terem organizado a sua atividade em torno dessa realidade.

E isso tem consequências, porque os dados de saúde são, por definição legal, uma categoria especial de dados pessoais, com obrigações reforçadas e fiscalização prioritária.

Porque é que isto é levado a sério

A Comissão Nacional de Proteção de Dados (CNPD) concentra a supervisão onde há maior risco para os titulares — e os tratamentos de dados de saúde e de pessoas vulneráveis estão no topo dessa lista.

As coimas não são simbólicas: para as infrações mais graves, a lei prevê valores que podem ir até 20 milhões de euros ou 4% do volume de negócios anual. A estes soma-se o dano reputacional — particularmente grave num negócio que vive de confiança.

As obrigações comuns a todos

Independentemente do tipo de negócio, quem trata dados de saúde tem de responder a um conjunto de exigências. Estas são as mais frequentemente falhadas:

O que muda conforme o seu negócio

As obrigações comuns são o mínimo. Depois, cada atividade tem o seu ponto de maior exposição:

O seu negócio O risco que lhe é próprio
Clínica médica / imagiologia / análises Tratamento em grande escala: Encarregado de Proteção de Dados e avaliação de impacto obrigatórios
Lar / apoio domiciliário Titulares vulneráveis (idosos) — fiscalização prioritária e questões próprias de representação
Farmácia Receituário cruzado com identificação e faturação, em grande escala
Clínica dentária / fisioterapia / nutrição Processo clínico, exames e histórico — o núcleo dos dados de saúde
Medicina do trabalho Dados de saúde de trabalhadores, com limites estritos ao que o empregador pode saber

O que fazemos

Somos um escritório de advogados. Prestamos consultoria e auditoria jurídica em proteção de dados, com um parecer final e um plano de adequação. Não exercemos a função de Encarregado de Proteção de Dados — aconselhamos, avaliamos e preparamos; a gestão corrente fica consigo.

O trabalho típico: uma auditoria ao que trata, como trata e onde estão os riscos; um parecer que identifica as não conformidades por ordem de gravidade; e um plano concreto para as corrigir — documentos, contratos, políticas, consentimentos e formação. Adaptado ao seu negócio, não um modelo genérico.

O que este serviço é — e o que não é

Perguntas frequentes

Avaliação inicial

Analisamos o seu caso e dizemos-lhe, com franqueza, onde estão os seus riscos e o que faz sentido fazer — incluindo quando está mais perto da conformidade do que pensava.

O envio de pedido inicial não cria, por si só, relação advogado-cliente nem substitui consulta jurídica.

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